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Como encarar os desafios de ter uma filha prematura?

 

Bom, quem segue o blog e conhece um pouco da minha história, sabe que a Lana nasceu prematura (32 semanas), e deu um trabalho ficando um mês no hospital fora o drama que passamos entre primeira filha, prematuridade, não pegou peito, entre outras coisas mais.

 

O fato é que planejamos uma segunda gravidez e a preocupação maior era que desta vez não passaríamos pelo mesmo sofrimento, no início foi bem, os ultrassons promissores, mas já na 12 semana precisamos fazer uma cirurgia no colo do útero, pois segundo a obstetra, minha esposa tinha o colo curto e poderia ser uma das causas da prematuridade da primeira gravidez. Feita a cirurgia, a segunda ordem foi repouso absoluto. Ela ia da cama pro banheiro, do banheiro pra cama.

 

Assim passadas 31 semanas eis que o fantasma nos assombra novamente, um sangramento, dores e corre pro hospital. A médica disse que estava tudo ok, mas que era prudente internar para tomar uma série de medicamentos para auxiliar o retardamento do parto e caso ocorresse o inesperado que nossa pequena Mariah pudesse ter seu pulmão amadurecido. Passado dois dias recebemos alta e voltamos para casa, mais tranquilos e confiantes para irmos até pelo menos 34 ou 35 semanas de gestação.

 

Alguns dias depois estou indo dormir e escuto um grito do banheiro que a bolsa estourou. Senti um gelado do dedão do pé ao último fio de cabelo, neste milésimo de segundo passou todo um filme em minha cabeça e já sabia que ela iria nascer prematura, 31 semanas e  6 dias, mais uma jornada iria começar, frequentar uma UTI neonatal não é fácil, mas quem nasceu pra sofrer, veste a camisa segura na mão de Deus e vai.

 

Eu já tinha uma experiência bem sucedida, a Lana já tem 5 anos. Dá pra tirar de letra.

Só que não. Quero ver um pai olhar sua princesa frágil indefesa dentro de uma incubadora, com sonda, soro, antibiótico e alimentação parenteral e tirar de letra. Era mais uma jornada iniciando, e todo dia que chego na visita é uma nova experiência. Olhar para o lado e ver um grupo de pais passando o mesmo drama e ao mesmo tempo com realidades tão diferentes, me fez ter vontade de escrever este texto e dizer para os pais de bebês prematuros que estão ou já sairam da UTI, “Estamos aqui”.

 

Mariah nasceu com 1640g, hoje já está 1840g. Tem dias que perde peso, tem dias que ganha.

No geral ela está se desenvolvendo muito bem e só precisa mesmo deixar que o tempo haja no seu corpo.

Já se foram 17 dias, e ainda temos mais alguns pela frente.

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Henrique Filho

28 anos, publicitário, amante de café, futebol, pacote adobe, pai da Lana e da Mariah