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Pai, dedique-se a sua filha mais velha.

A vida segue, Mariah está em casa, depois de longos 27 dias de UTI neonatal. A jornada apenas iria começar.

Hoje estamos com quase duas semanas em casa e eis que surge o primeiro desafio.

Duas filhas e um pai, como distribuir a atenção?

 

Muitos vão dizer que é só dividir por igual, 50/50, mas a disputa é desleal, fique aí que vou te explicar os motivos:

 

Quem resiste a um bebê chorando por atenção?

Não tem como resistir, se sua filha chorar, você vai dar atenção na hora. Se sua bebê tossir, você já vai estar lá com a fraldinha de boca.

 

E a mais velha, se sentindo abandonada com a chegada de um novo membro?

Imagina você, com toda atenção, mimos e brincadeiras quando de repente aparece outra pessoa e tira tudo isso de você.

Você não é mais o queridinho, você não é mais o fofinho, muito menos o caçulinha. E quer saber? você até sabe disso e concorda que o adversário e muito mais atrativo, porque você também não sai de cima dele. Mas e aí? o sentimento continua o mesmo.

 

Vamos as soluções.

Não, não tenho a fórmula secreta, tampouco a solução completa, afinal faz quase duas semanas.

Mas tenho uma direção. Uma direção que refleti para encontrar a solução, e a decisão foi nada mais justa ao meu ver.

Pense bem, você está com um bebê em casa, ele requer toda atenção, precisa mamar, trocar fraldas, fazer um canguru para arrotar, as vezes de um colinho para passar a cólica, uma massagem e por aí vai. Mas chegamos a um ponto crucial. No meu caso, este bebê tem uma mãe. E convenhamos que ela precisa muito mais da mãe do que de mim, e fique claro que não estou abrindo mão de passar meu tempo com a mais nova, mas escolhi me dedicar a mais velha, por um único motivo, a mãe é obrigada a se dedicar a mais nova.

Essa é a minha dica

Pai, dedique-se a sua filha mais velha. Ela precisa de alguém que dê prioridade pra ela. Você deve ser a mãe dela neste momento, cubra ela de atenção, faça ela participar deste momento com o bebê, mas sempre pela ótica dela. Busque este contato mais próximo e verá que algo mágico vai acontecer. Este é o momento que o casal deve selar a parceria e mostrar que a família é um time.

Não dá pra imaginar a cabeça de uma criança reagindo a tudo isso. Eu ainda estou me adaptando a nova forma de agir e sentir. Mas minha rotina está funcionando mais ou menos assim:

De manhã, mantenho minha rotina com a mais velha, dou o café da manhã, conversamos um pouco e assistimos desenho.

Na hora do almoço, eu que procuro alimentar a Lana que está dando um pouco de trabalho. (haja paciência, mas isso não é novidade).

A tarde procuro fazer uma atividade com ela ainda, aproveitando que estou de férias, quando não é um rolê burocrático (pagar contas, etc.), fazemos algo que ela gosta.

A noite dou o banho e a janta, depois um leite e vamos pra cama juntos, fazer uma prece, cantar umas músicas e dormir.

Depois do sono dela, passo e me dedicar um pouco mais a Mariah, aproveitando que a mãe já está nocauteada pela rotina do dia, e tenho espaço para fazer uns cangurus e trocar umas fraldinhas madrugada a dentro.

Claro que não deixo de dar uma assistência ao longo do dia para a mãe cuidar da bebê, mas escolhi dar prioridade a quem teve uma disputa desleal em seu reinado de princesa solitária.

Penso que logo esse clima se ajuste e começaremos a perceber que a prioridade na verdade é a nossa família. Mas a jornada é longa e o sofrimento continua.

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Henrique Filho

28 anos, publicitário, amante de café, futebol, pacote adobe, pai da Lana e da Mariah